Arquivo do mês: junho 2013

23 junho

O homem risca o fósforo. A mão em concha barra o vento, encoraja a chama. Ela vinga no berço de dedos. (Albertina Regis) Anúncios

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22 junho

O homem ancião apalpa as mangas na feira. Avisa que quer as mais molinhas, para fazer um furinho na casca e chupar o caldinho. (Albertina Regis)

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21 junho

O homem entristece ao lembrar do caminhãozinho da infância, ensacado num plástico, sobre o guarda roupas. Não gosta nem de pensar no que os sobrinhos fizeram. O caminhãozinho de caçamba não existe mais. (Albertina Regis)

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20 junho

O homem dirige o carro cheio de cascas de tangerina. Oras, elas não apodrecem; secam e dão bom cheiro. Que fiquem aí mesmo. Uma incomodação a menos! (Albertina Regis)

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19 junho

O homem vem pegar o gambá do teto da casa. Não traz luvas, nem caixas, nem aparatos. Diz que não precisa. Que é só pegar pelo cangote e soltar no mato, “Ele vai que é uma beleza”. (Albertina Regis)

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18 junho

O homem atira pedaços de bolacha nas águas do ribeirão. A peixarada vem, come e quer mais. Ele olha a embalagem e manda a mulher anotar a marca na lista do supermercado. (Albertina Regis)

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17 junho

O homem, em pleno inverno, é alguém capaz de borrifar na própria axila peluda o desodorante spray, sem dizer um ai! (Albertina Regis)

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